
Li este texto no Blog Mamiferas (que recomendo às mamães e papai de plantão – e/ou aspirantes – que conheçam) e traduz tão bem minha filosofia de vida que quis reproduzí-lo aqui para vocês. Só não tenho 3 filhos (ainda…rs) como a Tata. Mas quem sabe um dia, né? (isso vai trazer repercussões…rs)
"Desencana que a vida engana"
"Muita gente comenta comigo que me acha “tão tranquila, tão relaxada”, e quer saber qual a receita para ser mãe de três e ainda manter essa tranquilidade toda. Bom, eu brinco que quando nasci passei três vezes na fila da tranquilidade. É, eu não estresso fácil, não.
Ter três filhos pequenos é uma loucura de vez em quando? É, é sim. Cansa? Puxa, tem horas que cansa pra burro! Dá pra escapar do caos absoluto? Hummm… nem sempre.
Mas mesmo com cansaço, bagunça, caos e tudo mais, ser mãe de três é tão divertido, tão imprevisível, tão delicioso, que não tem como não curtir. A gente curte até mesmo o caos, dá risada da vida de pernas pro ar, e deixa o amor multiplicar, transbordando para todos os lados.
Eu acho que o principal pra gente levar as coisas numa boa é relaxar, manter o bom humor, ver as coisas com leveza e rir das dificuldades. Receitinha básica, né? Mas funciona. E não é só pra quem é mãe em dose tripla, não. Leveza e bom humor é bom pra todo mundo. Faz a vida mais colorida.
É que eu acho que às vezes a gente precisa “dar de ombros” pra vida, sabe? Ou, para quem preferir uma filosofia a la “pinguins de madagascar”, sorrir e acenar, sorrir e acenar. Não se apegar tanto às pequenas coisas. Não deu certo? Bom, às vezes não dá, mesmo, quem sabe da próxima vez. Bagunçou? Ok, quando der a gente arruma. Machucou? É assim mesmo, faz parte. Sujou? Tudo bem, depois limpa. Quebrou? Paciência, da próxima vez se toma mais cuidado. Atrasou? Bom, sofrer por isso não vai fazer o tempo voltar.
Eu tento sempre trazer isso pra nossa vida diária: leveza e bom humor. Tento não encanar com as bagunças, com as saídas da rotina, com o caos que se instala de vez em quando, com os momentos de loucura absoluta em que todo mundo chora ou reclama ao mesmo tempo. Acho que tudo isso faz parte, e o outro lado é a delícia da casa cheia de riso e alegria, de vozinhas estridentes tentando contar coisas diferentes ao mesmo tempo, de abraços de polvo que fazem de um dia ruim um dia muito, muito bom.
Entre os que me conhecem, tenho a fama de ser uma 'mãe desencanada'. E acho que sou mesmo. Porque acho que a vida é curta demais pra gente perder tempo sofrendo por besteira. Sofrer porque a casa já não é mais arrumadinha como era, porque o almoço saiu mais tarde do que era pra ser, porque a roupa que era pra chegar bonitinha na festa sujou todinha de molho em menos de cinco minutos? Não, não. Tenho coisas mais importantes pra me preocupar. Já dizia minha avó: “ah, se todo o problema do mundo fosse esse…”.
Antes de tudo, meu objetivo nessa vida, não só como mãe, mas em tudo o que faço, é ser feliz. Curtir, aproveitar cada momento, e seguir em frente podendo olhar para trás sem arrependimentos, sem lamentações, sem ter a impressão de ter deixado a vida passar enquanto me preocupava com pequenezas que, no final das contas, não tinham a menor importância.
Porque a vida de todos os dias é deliciosa, seja como for. E já dizia o poeta: “tudo vale a pena, se a alma não é pequena”.
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